m&m’s
Qual a diferença entre um traficante de drogas na porta da escola e pacotinhos de m&m’s na altura da criança, no caixa do supermercado?
É a legalidade/ilegalidade de cada um.
E redes sociais, jogos de celular para crianças?
Preciso anotar a semelhança, apontada num vídeo de Cytowic: o vício em telas atua no mesmo patamar do vício em opióides.
Poderíamos lembrar que drogas já foram liberadas no passado para colocar todo mundo no mesmo cesto: ópio, crack, cocaína, iogurte açucarado, m&m’s, jogos de vídeo game, telas em geral.
Consequências práticas: vamos “perdendo nossas crianças”. (E nossos adultos, também).
Como assim perdendo?
Perdendo para o vício. Para a dopamina hiper-estimulada.
Agora o que vemos na prática: uma ressaca generalizada - dor, literalmente. Agonia - com uma busca frenética por alívio desta ressaca, por mais m&m’s, telas, “ópio”.
Ficamos todo mundo (ou quase todo mundo) nesta “vibe”.
Como passamos a precisar recarregar mais dopamina para compensar a dor da abstinência, mais m&m’s, telas, “ópio” são oferecidos em todas as saídas de escola, caixas de supermercado, festas.
Perdemos o conceito de estamos sendo induzidos ou realmente precisamos, agora, destes “opióides”?
Estou elaborando o seguinte pensamento para tentar diferenciar quem é o traficante de quem não é traficante.
É assim:
Um cara produz ferraris, o carro. Este cara possui uma Ferrari e a usa com orgulho.
Outro indivíduo tem mil cabeças de gado. Uma vez por mês ele mata um de seus bois e serve para toda sua família e amigos a carne macia, sem nem precisar congelar antes.
Uma pessoa produz m&m’s. Ganha muito dinheiro. Ele não dá m&m’s para seus filhos.
Isso não se assemelha com aquela estória de que traficante não usa drogas?
Outro indivíduo produz rede social. Mas seus filhos frequentam escola que proíbe celular e, mesmo dentro de casa, as crianças não usam redes sociais.
Novamente, enxergo o padrão do traficante que não usa drogas.
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